• Eber Urzeda Dos Santos

Trevas do Eu: A monstruosidade de Tucuruí, por Eber Urzeda dos Santos

Atualizado: Abr 28




A monstruosidade de Tucuruí

Em A monstruosidade de Tucuruí, como em outros textos de realismo fantástico e realismo romântico pertencentes ao livro Trevas do Eu, Urzeda nos deixa o paradigma do conflito de percepções do protagonista, do homem cindido, exilado, sempre em contradição consigo mesmo, e nos indica a importância do fantástico, para se alcançar o real.

É preciso escutar a narrativa do paciente, seja em sua invenção, sonho, delírio, ilusão ou capricho: recomendou Freud. Nesse sentido, o texto não tem a pretensão de elevar o real à categoria de objeto narrativo, ele apenas utiliza a ficção como meio possível de representação do real.

O personagem principal deixa claro, ainda no primeiro parágrafo, que a história é naturalmente imaginária, um conflito entre consciência e inconsciência, e o que ele faz é simplesmente dar voz à trama, dar lugar e formas a esse inconsciente por meio da fantasia, a esses elementos contraditórios que nele “fervilham” e que não se limitam ao campo da consciência “hipertrofiada”. Sendo assim, o conto é um convite à seguinte reflexão: será que o mundo é só essa imagem ignóbil que se apresenta diante dos nossos olhos?!

Eber Urzeda dos Santos

12/04/2021

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